Mário Alemão (à direita), e Danish Latif (à esquerda), um dos
vários convidados de honra da Organização do Troféu. |
Qual a sua opinião sobre esta versão do kartódromo de Leiria, a pista "A"?
Mário Alemão (à direita), e Danish Latif (à esquerda), um dos
vários convidados de honra da Organização do Troféu. |


Não sei se devido à forma como o asfalto foi aplicado (relevo inverso?), se por outro motivo qualquer, nesta curva o kart não se comportava como nas outras. Ao travarmos e inclinarmos ligeiramente o volante, o kart não "afunilava" para dentro como era suposto; além disso, parecia travar mal. Assim, entramos na curva com um ângulo pior do que nas outras curvas. Para piorar, o asfalto está de uma forma que, ao entrarmos dentro da curva (ao "retornarmos" à pista B), um pequeno toque de acelerador provocava uma saída súbita de traseira ("sobreviragem"), também anormal em relação às outras curvas do circuito. Se tivermos de levantar o pé e guinar à esquerda para endireitar/compensar, vamos perder potência valiosa, especialmente por se tratar de uma curva de baixa velocidade. A solução passa por travar um pouco mais cedo e tentar ganhar potência ainda antes de se entrar na curva. Aliás, foi precisamente desta forma que I. Paulino ultrapassou A. Ramos para voltar ao 2º lugar, aproveitando a momentânea falta de tracção de Ramos para sair mais rápido da curva, colocar-se ao seu lado e travar mais tarde para a curva seguinte, a que chamaremos o "S de ChaveS" e que é o terceiro grande desafio de pilotagem.
Parabéns pela conquista do título. Qual a sensação?O quinto Grande Prémio Internacional Pedro Chaves decorreu no kartódromo do Núcleo de Desportos Motorizados de Leiria, nos Milagres, onde haviam decorrido o terceiro e o primeiro, mas desta vez na pista A.
Previa-se uma tempestade para a tarde, que poderia mesmo pôr em causa a realização da prova; contudo, a chuva nunca apareceu e a pista manteve-se seca até ao final.
Antes do início da prova houve tempo para ver uma interessante (?) exibição de tuningues que antecipavam uma concentração. R. Vrielink e J. Rodrigues aguardavam descontraidamente pelo momento de decidirem entre si quem seria o vencedor do Troféu.
Os resultados da qualificação foram inesperados. Os candidatos ao título ocupavam apenas a segunda linha da grelha de partida, com I. Paulino na pole position e A. Ramos na segunda posição. Previa-se, assim, uma luta acesa entre estes 4 pilotos pelas primeiras posições.
Na largada, Rodrigues adiantou-se a Ramos e logo depois a Paulino, instalando-se na liderança, onde passou a ganhar 2 a 3 décimos por volta. No pelotão, Duílio Pedro teve um acidente que comprometeu a sua corrida. Paulino nunca conseguiu reduzir a desvantagem para Rodrigues e acabou por ter uma aparatosa saída de pista que comprometeu definitivamente a luta pela liderança e o colocou atrás de Ramos, mas ainda conseguiu ultrapassar o piloto da Marinha e voltar ao segundo lugar. Assim, e apesar de um incidente com Pedro próximo do final da corrida, Rodrigues assegurou a vitória na prova e no campeonato. Vrielink quedou-se pelo quarto lugar, enquanto Mário Alemão e João Ribeiro se estreavam a pontuar.
Destaque para João Costa que correu sob suspeita de uma lesão no ombro, e conseguiu apesar de tudo um bom 7º lugar, e para Cátia Mira que terminou num excelente 9º lugar a apenas 1 volta do vencedor. Terá sido a concorrente que mais progressos conseguiu ao longo de todo o campeonato.
Nos próximos dias teremos entrevistas ao máximo possível de intervenientes nesta corrida. Os resultados da corrida estão já publicados neste link, e acessíveis no painel lateral do Blog.



O quarto GP do Troféu Pedro Chaves teve lugar no Kartódromo de Fátima - Funpark, no passado dia 22 de Junho (domingo).
Esta corrida foi extraordinária do ponto de vista da participação. Houve 20 participantes (recorde até à data, o máximo tinha sido 18) e, entre eles, 15 estreantes, com duas mulheres (recorde). Esta impressionante afluência de novos concorrentes prova que as grandes organizações são sempre resultado do esforço de uma equipa, e nunca de se esperar pelo trabalho de um só. Neste caso, os amigos que convidaram amigos que convidaram amigos que convidaram amigos, todos fizeram o sucesso deste evento, e assim esperamos que possa acontecer mais vezes!
Do ponto de vista desportivo, esperava-se que, entre os 15 estreantes, e havendo alguns com experiência prévia do Funpark, existissem surpresas no topo da classificação, nomeadamente porque os três pilotos que têm dominado o Troféu Pedro Chaves não têm qualquer experiência especial e poderiam aparecer outros pilotos com boas hipóteses. Afinal, as surpresas não foram assim tantas. O trio do costume dominou a qualificação e terminou nos 4 primeiros lugares, existindo apenas um piloto surpresa, o estreante Tiago Costa, a imiscuir-se no domínio habitual. Nas próximas corridas espera-se maior equilíbrio.
O GP correu numa versão relativamente rápida do Funpark, descrita na imagem abaixo – criando uma longa recta na zona mais afastada do circuito.
A pista é muito interessante e, fisicamente, mais exigente que as da Batalha e Leiria. O piso parece ser um pouco escorregadio, o que dá a sensação de termos mais potência debaixo do acelerador, mas apesar disso, e da relativa quantidade de brita existente na pista, não é por aí que se fazem mais piões. A primeira curva pode ser feita a fundo mas é preciso tomar uma trajectória muito precisa para não alargar à relva. A grande parabólica à direita, já na parte final, é um enorme desafio de pilotagem. O “S”, antes da recta da meta, dá uma excelente sensação de controlo da máquina. E as condições estavam de tal forma que era possível sentir o arrefecimento dos pneus – pelo menos, Vrielink e Paulino sentiram o kart bem mais instável nas duas primeiras voltas da corrida, em comparação com os treinos.
Estava um dia bastante quente (temperatura de pelo menos 30º) e sol escaldante, o que tornou a corrida muito exigente do ponto de vista físico. A impossibilidade de beber água entre os treinos e a corrida só agravou o problema…
Depois dos testes, Reinold Vrielink tinha ameaçado, e cumpriu. Pole position, volta mais rápida e vitória com 25 seg. de vantagem sobre o segundo classificado atestam bem a superioridade do holandês. O seu único problema foi na largada, tendo ficado quase parado, mas após cerca de 8 voltas tomou o comando para não mais o perder. Vrielink voltou à liderança do campeonato e, tendo agora 4 pontos de vantagem sobre Rodrigues, tem boas condições para assegurar a vitória nesta primeira edição do Troféu.
Tiago Costa aproveitou a perda de ritmo de Paulino e um pião de Rodrigues para assegurar o 2º lugar na sua estreia, enquanto Rodrigues teve uma corrida relativamente atribulada e necessita agora de vencer e esperar que Vrielink não fique em segundo para ser campeão.
Destaque para Paulino que voltou a fazer uma boa corrida de outsider, tendo ficado a apenas 1 décimo de segundo da pole e tendo liderado as 8 primeiras voltas – nunca o “turquelense” tinha liderado tanto tempo. No entanto, o calor e o estado físico fizeram-no perder ritmo e acabou no quarto lugar final. Destaque ainda para Miguel Roque e Gonçalo Cunha, que ocuparam os 2 últimos lugares pontuáveis.
Destaque ainda para as duas mulheres, Cátia Mira e Paula Gomes, que obtiveram resultados muito respeitáveis na sequência de duas excelentes performances. Note-se que ambas perderam apenas 3 voltas para o vencedor; tendo em conta que na corrida anterior, Mira tinha perdido 4 voltas, e dada a performance dominadora e sem falhas do vencedor e as altas temperaturas, foi sem dúvida uma excelente exibição de ambas.

O pódio, com Vrielink (1º), Costa (2º) e Rodrigues (3º).Proximamente, contamos ter alguns relatos individuais de alguns pilotos, importantes para ter uma compreensão mais alargada da corrida.